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Já contei para você, internet, a grandiosa saga do não tão famoso Marco Bolivar?

Enquanto seu primo Simon se dedicava à libertação das Americas, uma força motriz movia Marco Bolivar a batalhar por uma causa muito mais virtuosa em seu coração.
Tal como Gandhi pregou a fiação local algodão na India ou como colonos norteamericanos lançaram chá britânico ao mar, Marco Bolivar promoveu o teor local do Cacau como símbolo absoluto da grandiosidade das Américas Central e Sudaca.
O fracasso de sua primeira empreitada deu vazão à exploração imperialista que nos séculos seguintes combinou o precioso fruto tropical com derivados lácteos holandeses, mais uma vez retornando produtos industrializados altamente taxados ao seu produtor primário. A história se repete.
Mas os descendentes de Marco Bolivar carregam consigo as cicatrizes da causa ancestral consumindo ao máximo o chocolate, sob o nobre pretexto de conhecer o inimigo antes da próxima empreitada de reconquista.

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esbarrei em um vídeo da aarti sequeira tempos atrás e me apaixonei pelo jeito dela. foi quase um amor obssessivo: assisti todos os vídeos-receita dela no youtube e o li blog dela todo... (coisa de uns 3 anos de postagens!). ela escreve sobre cozinha indiana, arte e bacanidades gerais de um jeito tão gostoso que dá vontade de ser amiga dela. o canal do youtube que ela bolou com a ajuda do marido rendeu a participação em um reality show do foodnetwork -  que ela levou, ganhando então seu próprio programa de culinária no canal.

o engraçado é que no blog, dois anos antes, ela escreveu que havia decidido que era lá onde ela gostaria de chegar profissionalmente: ter seu próprio programa de tv. isso que é foco!
se é a mentalização do segredo&afins não sei, mas que os caminhos se fazem para quem sabe onde quer chegar isso é fato.

enquanto eu não decido o meu foco fico com os segredos da culinária mesmo... a pedida foi a receita do episodio #22 - chutney de tomate.
o marco ajuda. com a mais interesseira das intenções: garantir o seu vidro! ;)






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nos convidaram para uma maratona de shows na UFSC. chegamos lá e no palco estava uma banda de metal estilo... hã... digamos estilo "metal universitário".
informações vagas e ligações no sábado a tarde tendem a ser melindrosas.

visitar o campus - pela primeira vez desde que me formei - foi um ótimo programa para relembrar como eu não sinto saudades da faculdade (e como também não sinto falta de qualquer corrente musical que leve o adjetivo "universitário" na garupa).

permanecemos uns 40 minutos ao todo. visitamos o RU, os prédios novos da faculdade de arquitetura, o edifício&gramado do básico, as constantes reformas do CTC e, por último, o CFH  onde nos conhecemos 7 anos atrás tomando café (e gargalhando).

teria sido romântico não fosse a marofa, os ufscães, os pregadores sem causa, os acordes descasados e o mato tomando conta do bosque. mas também não teria sido a universidade se assim não fosse.






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 já faz um ano que o marco se mudou para curitiba e nós ainda batalhamos para achar a "nossa curitiba" dentro de curitiba. no último final de semana achei isso divertido. toda a diversão de buscar dicas em sites, se aventurar para encontrar o endereço nos portáteis (para depois se perder nos sentidos das ruas que o GPS quase sempre indica errado). 
a etapa final desta gincana urbana demanda filtrar a mais nova descoberta experimentada classificando ela na coluna "nossa curitiba" ou não. 
calma internet, não somos tão metódicos.. é só uma lista mental, ainda não transformamos o hobby em planilha do excel (e veja você que o marco é engenheiro e curte uma planilha).
após este singelo "1 ano" curitiba ainda é uma cidade que tem muito de desconhecido para a gente, com bastante chão ainda na terceira coluna "a explorar". mas já temos alguns lugares que nos são queridos e o al baba entra nesta lista fácil.

este pequeno empório libanês fica a poucos minutos da casa do marco. funciona como pese&leve de doces, pastas e alguns sagados. os doces árabes são o grande atrativo. dispostos na bancada, enchem os olhos, tentam os sentidos e pensam mais que o pretendido na sua bandeja de isopor. pudera, são faysallyahs, hadafs, ninhos de nozes, dedos de moça de caju, basma de pistache, baclawas variados...  e você se sente simplesmente compelido a experimentar todos.

no último sábado resolvemos nos sentar em uma das poucas mesas dispostas e experimentar as pastas com pão pita ainda quente(!). eu acho o humus difícil de errar mas o babaghanoush... foi o melhor que já provei.
definitivamente "nossa curitiba" ;) 






checked !

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neste final do verão sigo com o contra-fluxo. subi a serra mais uma vez para estar com o marco.
curitiba já anuncia o outono em noites frescas e pela primeira vez em muito tempo vesti mangas compridas.

no domingo a tarde, como tantos outros curitibanos,  fomos assistir o pôr do sol no parque barigui.
foi a primeira vez que realmente pisei no parque. 
tantas as vezes que de longe falei "vamos lá um dia, marco?" e a promessa ficava no futuro.
estávamos indo comprar um 'tapete de banheiro' quando o pôr do sol se fez prioridade. 
ainda bem.
percorremos a pista do parque com calçados inapropriados entre pipas, skates, bicicletas e capivaras...

... e ironicamente após o passeio compramos um tapete verde "cor de grama".